A saga de cobranças inusitadas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ganhou mais um capítulo na semana passada. Os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um email da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site. Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo de cobrança.
Denise Eler é percursora em consultoria em Design Thinking no Brasil. Desde 2009, atua junto as empresas do Grupo Fiat por meio de parceria com sua Universidade Corporativa – o Isvor Fiat. Nestas e outras empresas, Denise ajuda a implementar o mindsetting de design para a solução de problemas de negócios. Atua também como palestrante em temas relacionados a inovação e leciona em vários programas de pós graduação no Brasil. Suas idéias podem ser vistas no site Design, o verbo, focado em inovação, sustentabilidade e design.
Palestra Competências para Inovação| Interaction South America 2011
De cada 20 dólares gastos na publicidade de um serviço, somente 1 dólar é investido para melhorar o mesmo serviço. Nesta palestra, Denise falará sobre as oportunidades de trabalho para o Designer de Interação em Design de Serviços e das competências que este profissional pode levar para as equipes de inovação nas empresas.
Até bem pouco tempo, as tradicionais agências de publicidade ditavam as regras paras as marcas no que tange não só à publicidade, mas à gestão de imagem como um todo. Por décadas o broadcasting reinou soberano. Era cômodo acreditar que o consumidor estaria sempre aberto a receber a informação e consumi-la sem rejeição, como no exemplo clássico do telespectador ou leitor de jornal. Como num passe de mágica, a propaganda fazia os potenciais clientes levantarem de suas poltronas e correrem ao supermercado.
Pra reforçar o discurso falava-se muito em “posicionamento”, “branding” e tais coisas. Como numa embalagem bonita, os títulos serviam pra aumentar o conceito de produto premium – contém ferro, fósforo e vitamina A – e todo mundo comprava achando que ficaria mais forte.
Com o advento da internet muita coisa mudou. Agora o cliente tem voz e tem o direito de ser ouvido. Do marketing de interrupção para o de permissão, ou seja, é preciso pedir licença para participar da conversa. Basicamente o monólogo tornou-se um diálogo.
Para as marcas tudo ficou mais difícil também. Antes era só entregar a conta para a agência, pagar a veiculação do vt ou anúncio de jornal e a mágica acontecia. Dentro da empresa, o departamento de marketing, quando havia, dava cobertura ao engodo. O marketing, que deveria ser um porta-voz do consumidor dentro da empresa, ia contra todos os seus princípios, renegando o diálogo e priorizando a promoção.
Hoje em dia, ainda há agências assim, que procuram justificar suas contas, não só com “branding”, mas com “social media”, “guerrilha” e outras palavras da moda. Investir em presença digital é um processo que leva tempo, e não consiste apenas em ações isoladas. Em suma, o jogo mudou, mas ainda há velhos players no mercado jogando à moda antiga.
O consumidor está menos sensível a propaganda e mais exigente, disposto tanto a ser um advogado da marca quanto um detrator, quando for o caso. A internet tem esses dois lados, tanto pode alavancar um marca, quanto derrubá-la. Tudo vai depender de uma gestão digital coerente.
Pra complementar, vale a pena assistir esse video, que resume bem essa mudança na realidade das marcas nos últimos tempos.
As marcas devem buscar o engajamento com o consumidor, numa abordagem interativa. Nessa prática, a integração de todos os colaboradores é muito importante, uma vez que no mundo virtual todos tem voz e todos geram opinião sobre as marcas.
Gil Giardelli é um dos maiores especialistas brasileiros em cultura digital. Já fundou cinco empresas na área e atualmente é Diretor Executivo da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para organizações como BMW, Hospital Albert Einstein e Grupo Cruzeiro do Sul.